domingo, 17 de agosto de 2014

Aquilo que se vê no espelho


No automático a gente acorda para mais um dia.
No automático a gente abre os olhos, levanta da cama, uns dias com mais preguiça, outros com menos, escova os dentes e se olha no espelho.
Se olha no espelho...
No espelho vemos marcas que refletem aquilo que somos. Pelo olhar, identificamos o que esconde a nossa alma. E mais do que um cabelo bem cortado, bem cuidado, mais do que uma pele de pêssego, mais do que uma sobrancelha bem marcada, mais do que o protetor solar e a maquiagem em dia, o que vemos?
É fato que o tempo passa. Sinais dos dias que se vão ficam marcados na gente. Marcas que vão se juntando feito peças de um grande quebra –cabeça chamado “nós”. E de peça em peça vamos nos moldando, nos recriando, nos reinventando para o gigantismo do mundo lá fora. Nos construindo na tentativa de blindar o coração dos monstros que se escondem entre rostinhos, corpinhos e palavras bonitas.
Ah, o espelho. O espelho sabe quem somos de verdade. Porque para ele, e talvez somente para ele, podemos nos mostrar sem censura. Para o espelho podemos desabafar, treinar nossas melhores caras e bocas, ensaiar discursos intermináveis, decorar falas que nunca saem das nossas cabeças e simplesmente ser. Sem máscaras, sem filtros, sem medos.
Se para o espelho você se mostra de um jeito e para o mundo de outro, cuidado! O desafio é ter coerência entre suas duas personas. O desafio é gostar do que reflexo que vê e se orgulhar das atitudes que expõe.
Desafio. Espelho. Eu interior. Eu exterior.
Desafio. Espelho. Devaneios.
E você? Está satisfeito com o que mostra o espelho?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Brigadeiro querido, amigo ou vilão?


Redondinho e bem pretinho
Uma pequena tentação
Colorido ou branquinho
Não dá pra comer um só não

Enrolado ou no copinho
Uma bolinha ou um bolão
Ele parece inofensivo
Mas pode te transformar num dragão

Penso nele com carinho
Repito mil vezes “não”
Diga agora brigadeirinho
És meu amigo ou meu vilão?

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Quem é você na novela da vida?


Final de semana passado eu tirei para fazer absolutamente nada. Há tempos eu estava planejando um final de semana desses, com direito a dormir até meio dia e passar o restante dele de pijama. Como uma verdadeira cereja de bolo, o sábado foi chuvoso e friorento, perfeito para ficar jogada debaixo das cobertas concordando em gênero, número e grau com a minha vida social falida. (Whatever!)

E o que fazer quando não se há nada para fazer? Assistir novelas!

Ultimamente não tenho tido muito tempo de acompanhar os folhetins, mas confesso que leio aquele resuminho do jornal, acompanho um ou outro blog que vez ou outra faz uma crítica sobre alguma trama ou personagem e sempre que consigo assistir um pedacinho encho minha mãe de perguntas do tipo “quem é essa?”, “o que ele fez?”, “porque estão falando isso?”. Não tem como negar, gente! Novela é vida! Kkkk (Minha nada mole vida! Não, péra...)

É inspirado nas novelas que o blog vai abrir a semana, afinal de contas, se as novelas são baseadas na vida real, então estamos cercados de mocinhas chatas, vilões clichê, bichas afetadas, invejosos de plantão, inconsequentes eternamente impunes e tantos outros tipos que invadem nossas casas todas as noites. Diga sinceramente se você não conhece pelo menos um tipo desses na sua vida pessoal.

MOCINHA CHATA
Putz! Ela tem tudo para se dar bem na vida. É inteligente, bonita, honesta, trabalhadora, mas sofre! Sofre tanto que dá pena. Dá tanta pena que se torna um bico no saco! Chora dia sim e dia também, se sente injustiçada por tudo e por todos, chega muito perto de conseguir uma reviravolta na vida mas retorna à estaca zero num piscar de olhos. É, ser mocinha não deve ser fácil, ainda mais com um espírito obsessor tentando te ferrar o tempo todo!

VILÃO CLICHÊ
O cara é mau. Mau como um pica-pau! Kkkkkk Não, sério, um vilão clichê dorme e acorda pensando em como acabar com a vida da mocinha chata. É tanta maldade, mas tanta maldade, que ele exala pelos poros o cheiro característico da vilania enraizada em seu ser – cheiro de perfume barato, penso eu! Vilões podem até despertar um sentimento de simpatia nos telespectadores, mas isso porque a mocinha é tão chata que passamos a torcer pela desgraça dela. Será que torcer pelo vilão nos torna cúmplices das maldades dele? Que medo!

BICHAS AFETADAS
Ah, eu gosto das bichas afetadas! Acho que elas tiram um pouco o foco dos chatos e dos clichês. Elas tem os melhores bordões, as roupas mais bafônicas, as maquiagens mais bem elaboradas e os rebolados mais engraçados de toda a programação. Não posso negar que tenho uma tendência grande a torcer pelas bichas afetadas das tramas, torcer para elas aparecerem em 4 cenas a cada bloco e tornar a minha experiência como noveleira o mais suportável possível. Rá!

INVEJOSOS DE PLANTÃO
Esses se confundem um pouco com os vilões mas nem sempre são os autores das maldades. Ficam ali como moscas que almejam o pão doce, só urubuzando e emanando energia negativa pra cima dos outros. Invejam tudo e todos, afinal de contas, a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa, né?! Confesso que temo esse tipo mais do que qualquer outro, afinal, banho de sal grosso com o frio que tem feito fica complicado, né?! Afe!

INCONSEQUENTES ETERNAMENTE IMPUNES
Tenho preguiça desse tipo. Putz! Ninguém pode passar ileso pela vida, gente! Seja na maldade, seja na radicalidade, seja na rebeldia, seja no que for. Uma hora a casa cai pra todo mundo. Fico p... da vida com esses personagens que mais parecem ghosts que conseguem se antever aos acontecimento e escapar na surdina, de fininho, à francesa. Preguiça define!


Pensando nisso, fica o desafio: quem é você na novela da vida?

domingo, 3 de agosto de 2014

Cinco coisas para fazer doente


Essa semana eu quase morri fiquei muito resfriada e isso me obrigou a ficar 3 dias de molho + os 2 dias do final de semana (cujas últimas horas estão se aproximando).
Cara, ficar resfriada é um saco! Mas, porém, todavia, contudo, não obstante, tem também seu lado bom.
Então aproveitei para fazer essa pequena listinha de coisinhas legais para se fazer quando estamos moribundas desse jeito. Vejamos:

1) Pijama all day long
Confesso que eu curto muito pijama. Muito mesmo! Então não preciso estar resfriada para usá-los o dia inteiro, rá! Durante esses dias podemos nos jogar sem culpa neles, que funcionam como verdadeiros abraços acolhedores, quentinhos e gostosos. E se tiver um roupão felpudo pra jogar por cima, melhor ainda! O meu é de joaninha. ^.^


2) Comer sem culpa
Vivo de dieta, ok! Acontece que dieta é uma coisa para se fazer gozando plenamente das faculdades mentais. Desconfio que resfriado e faculdade mental são duas coisas que não batem. Meus neurônios se recusam a funcionar e eu nem ligo. Ah, vai, eu já penso tanto durante todos os outros dias do ano... Mas o ponto aqui é comer até explodir sem culpa. Tirei a sorte grande ao descobrir uma marmitinha com bolo de festa e me joguei! Depois eu penso nas celulites... >.<


3) Ver TV
Não sou muito fã, mas tenho uma queda por todo tipo de tranqueira, especialmente da TV aberta. Não pago de pseudo intelectual, não. É contraditório, eu sei! Mas e daí? Who cares? Eu não!
Aproveitei esses dias de molho para zapear os canais. Entrei numa de refletir sobre o motivo pelo qual eu pago pela TV à cabo se não tem absolutamente nada que preste nela. Whatever! O ponto aqui é não se prender em programa algum, assistir todos ao mesmo tempo, e ainda bater papo via whatsapp tudo junto misturado agora. De pijama, é claro! No quarto escuro, é claro! Comendo bolo de aniversário, é claro!
Dicas: Friends - qualquer episódio, quanto mais antigo melhor!
Malhação - é uma porcaria, mas não posso renegar a minha geração!
A Viagem - novela no ar no Canal Viva (viva a TV à cabo)!



4) Colocar a leitura em dia
Quem me dera ter tempo de ler todos os livros que eu preciso e gostaria. Acho que só sendo Hermione Granger para conseguir isso. Um vira tempo nessas horas seria bastante útil!
Sempre gostei muito de ler e possuir livros. Talvez por ironia do destino meu caminho profissional pegou o rumo do mercado editorial e desde então minha lista de livros só aumenta. Thank God! (:
Aproveitei algumas poucas horas da minha jornada funga-funga para colocar mais alguns capítulos em dia. Remédios para combater resfriados e afins tendem a estimular o sono, o que não combina com leitura. Mas quando a história é boa, até palito nos olhos vale!
O título da vez é Uma escolha imperfeita (Escolhi essa resenha aqui caso você queira saber um pouco mais sobre o livro). Lançado há poucos meses, o livro traz a história de uma cientista madura e bem sucedida cujo casamento está falido. Eis que no meio de um dia normal de trabalho ela encontra um sujeito misterioso num café e acaba transando com ele num beco silencioso e deserto de Londres. Ainda não descobri o porquê mas eles vão parar num julgamento com direito à tribunal cheio de pompa e circunstância. Acho que é um bom livro!


5) Escrever um blog
Eu amo escrever! Sempre me expressei melhor escrevendo do que de qualquer outro modo. Uma pena que eu não saiba fazê-lo como os profissionais o fazem. Mas e daí? Eu me divirto mesmo assim...
Então nessa semana de resfriado decretado, fiz uma faxina no blog e cá estou, postando direitinho! Owwnt! <(")
Você também pode ter um blog. Basta qualquer ideia na cabeça, paciência para organizar o layout, um jeitinho todo seu de juntar as palavras e voilà! Divirta-se! É uma terapia e tanto!


E a sua lista de coisas para fazer quando se está doente? Conta aí!
P.S.: Tá liberado não fazer nada também! Yeaaay!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

De repente, 15!


É hora de viajar no tempo!
Na semana passada eu li um livro fofo chamado 'Meus 15 anos', de uma autora fofa chamada Luiza Trigo.
Terminei de ler por volta de 23h30 e, chorando copiosamente, enviei uma mensagem de texto para a Luly (maneira carinhosa como seus fãs-leitores a chamam) apenas para deixar registrado o quão boa tinha sido a minha viagem de volta aos 15 anos.
De repente me vi no pátio do colégio. Lembrei do cara gato do terceiro ano e do amigo de sala nerd, lembrei das garotas nojentas, lembrei dos professores, lembrei das melhores amigas, lembrei das aulas de educação física, lembrei dos intervalos... ah, quantas lembranças!
Eu não tive festa de quinze anos, já achava muito cafona naquela época e nunca foi um sonho para mim.
Lembro que no dia teve bolo de chocolate para o parabéns e eu ganhei meu primeiro buquê de rosas de um tio, marcando a tal passagem de menina para mulher. Uma tia minha escreveu uma carta (que eu guardo até hoje) sobre como se sentia orgulhosa de ter uma sobrinha tão linda como eu! (Rá! Me sentindo!)
Com 15 anos eu tive meu primeiro namorado. Com 15 anos eu tinha, sei lá, entre 8 e 10 melhores amigas. Com 15 anos a maior aventura nossa era tentar entrar em boates para maiores de 18 anos, sempre super produzidas e com um pai a tiracolo para o caso de o plano dar errado e terminarmos a noite em casa comendo pizza. Com 15 anos a gente combinava de viajar em bando e era sempre uma farra. Com 15 anos eu gastava toda a minha mesada comprando roupas de marca (naquela época era 'roupa de marca', hoje é 'roupa de grife'). Com 15 anos eu comprava revistas da minha banda favorita e chorava quando descobria alguma semelhança entre mim e o baterista (como gostar de brincar de Lego, por exemplo). Com 15 anos a gente segurava o riso para nossos pais não perceberem que estávamos alegrinhas por causa de uma bebida chamada gummy que serviam nas festinhas da turma.
Ah, quantas coisas boas vivemos com 15 anos!
E todas as coisas que eu imaginava que iriam acontecer quando eu tivesse 30 anos? Poderia certamente falar para mim mesma: Sabe de nada, inocente!
Foi muito bom ter 15 anos e é muito bom relembrar essa época com saudade e um sorriso no rosto.
E você? O que você lembra de mais especial dos seus 15 anos?


15 anos
30 anos
Banda
Hanson
O Teatro Mágico
Filme
Titanic
E se fosse verdade
Ator gato
Leo Dicaprio
Channing Tatum
Carnaval em...
Rio das Ostras
Arraial do Cabo
Namorado
Victor Hugo
Forever alone
Roupas
Zoomp
Hering
Comida
Mc Donald´s
Japonesa
Livro
Depois daquela viagem
Harry Potter
Balada
Boates
Barzinhos
Amigas
Taty e Mary
Taty e Mary
Primos
Gabi e Leandro
Chegou Luiza
Afilhados
Gabi
Gabi e Gustavo
Faculdade
Queria publicidade
Fiz marketing
Peso
48kg
55kg
Viagem inesquecível
Porto Seguro
As próximas
Atividade física
Lambaeróbica
Ballet/pilates
Teatro
Confissões de adolescente
Paulo Gustavo
Cor
Azul
Azul
Tamanho do pé
34
35
Um sonho
Intercâmbio
Morar fora

Eu e Luiza, a dona da máquina do tempo responsável por essa viagem. :)